Vivemos uma época da História da Igreja em que é muito fácil nos deixar
levar pela tentação de voltar nossas atenções para discussões acerca das
instituições e estruturas eclesiásticas e nos esquecermos de questões que –
pelo relato dos evangelhos – preocuparam e ocuparam muito mais o tempo de
Jesus. Em nossos dias, “apologética” está muito na moda e sobram ambientes em
que, em nome de uma suposta “defesa da fé”, se fala bastante contra igrejas,
denominações e grupos eclesiásticos (e escrevo entre aspas porque 90% do que se
apresenta na Internet hoje como “apologética” na verdade são só agressões e
fofocas que não contribuem de fato para a saúde espiritual da Igreja). O que
tenho refletido muito nos últimos tempos é sobre o risco real em que caímos de
nos preocuparmos tanto em discutir aspectos relacionados às instituições
eclesiásticas que pecamos por desviar nossas atenções do que mais importa para
Deus: o indivíduo.